Alvenaria antiga em construção dispersa
O edificado do concelho é maioritariamente construção tradicional em alvenaria de pedra e tijolo, com vigamento de madeira e sem estrutura reticulada. As patologias típicas cruzam-se: apodrecimento de vigamento junto a paredes exteriores, fissuração por movimentos de fundação em terreno heterogéneo e degradação de coberturas com estrutura de madeira. A leitura correta exige levantamento do sistema construtivo — não basta observar as fissuras.
Reabilitação de casa de família para habitação permanente
É o pedido mais comum. Recuperar uma casa herdada implica quase sempre alterar compartimentação, abrir vãos, introduzir instalações e por vezes acrescentar um piso. Numa construção que nunca foi calculada, cada uma destas operações tem de ser verificada antes de ser desenhada, sob pena de se projetar duas vezes.
Muros e taludes em parcelas com declive
O relevo do concelho produz parcelas em socalco, com muros de suporte antigos em alvenaria de pedra seca ou argamassada. Sem drenagem, e com o aumento de carga trazido por construção nova a montante, é frequente observar abaulamento e deslocamento progressivo — situação que passa de defeito a risco quando confina com via pública ou com propriedade de terceiros.
Coberturas e estruturas de madeira
Nas construções de maior idade do concelho, a estrutura de cobertura é em madeira e é o elemento que primeiro falha. A degradação começa nos apoios, onde a madeira encontra a alvenaria e onde a humidade se concentra, e progride sem sinal exterior até que a deformação se torna visível no teto ou a telha se desalinha. Avaliar uma cobertura destas exige aceder ao desvão e sondar os apoios — não se faz do chão nem a partir de fotografias.