Alvenaria antiga em vila declivosa
O núcleo de Alenquer desenvolve-se em encosta e boa parte do edificado é alvenaria de pedra e tijolo maciço, sem estrutura reticulada e sem juntas. Nestes edifícios a fissuração raramente tem uma causa única: sobrepõem-se movimentos do terreno, apodrecimento de vigamento de madeira, intervenções sucessivas mal compatibilizadas e sobrecargas introduzidas por remodelações. Ler isto exige levantamento do sistema construtivo, não só observação das fissuras.
Movimentos de encosta e muros de suporte
Nas zonas de declive do concelho, os muros de suporte de terras são um problema recorrente: construídos sem drenagem, acumulam pressão hidrostática no inverno e apresentam abaulamento, fissuração vertical e inclinação progressiva. Um muro nestas condições passa de defeito estético a risco de colapso em poucos anos e tem implicações de responsabilidade quando confina com propriedade de terceiros.
Fachadas ETICS em reabilitação recente
O sistema de isolamento pelo exterior generalizou-se nas obras de reabilitação do concelho. Quando é bem executado resolve muito; quando não é, produz uma família de patologias muito reconhecível — fissuração sobre as juntas das placas, descolamento em zonas de fixação insuficiente, manchas de humidade em remates de vão e platibanda. A distinção entre defeito de projeto, defeito de execução e defeito de material é o que determina quem responde, e é frequentemente o objeto do relatório.
Construção nova dispersa e LSF
Nas freguesias mais rurais há um número crescente de moradias em estrutura leve metálica e soluções pré-fabricadas. São sistemas sensíveis a pormenor: pontes térmicas, condensações interiores e movimentos diferenciais entre estrutura e revestimento aparecem quando a execução se afasta do projeto.