Betão dos anos 60 e 70 em fase de carbonatação
É o traço estrutural do concelho. Grande parte do edificado foi construído antes da regulamentação de betão armado hoje em vigor, com recobrimentos de armadura reduzidos e betões de menor compacidade. Passadas cinco ou seis décadas, a frente de carbonatação atingiu a armadura e o resultado é visível: destacamento de betão em varandas, consolas, guardas e platibandas, com ferro à vista. É degradação estrutural progressiva, não estética, e o custo de reparação cresce de forma acentuada com o adiamento.
Vulnerabilidade sísmica do edificado anterior à regulamentação atual
Edifícios concebidos antes da entrada em vigor da regulamentação sísmica moderna apresentam frequentemente pilares curtos, pisos vazados ao nível térreo, irregularidade em altura e ausência de pormenorização de ductilidade. Não é motivo de alarme imediato, mas é matéria relevante quando se pondera ampliar, alterar o uso, remover paredes ou fazer obra de fundo — e é uma verificação que raramente é feita antes de a obra começar.
Fachadas e revestimentos em grandes conjuntos
Na Brandoa, Alfornelos, Damaia e Buraca, os conjuntos habitacionais construídos em ritmo acelerado apresentam agora fissuração de origem térmica em panos de fachada, descolamento de revestimentos cerâmicos e infiltrações em juntas de dilatação sem manutenção. O risco de queda de material de fachada para a via pública é o ponto que obriga a intervir com urgência.
Remodelações interiores em prédio antigo
Com a pressão de reabilitação, multiplicaram-se as obras de fração. Numa estrutura antiga, remover uma parede que se julga divisória e é resistente, ou introduzir carga não prevista, tem consequências que se manifestam nos vizinhos e não na fração intervencionada. A verificação prévia é uma fração do custo do reforço posterior.